quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Adriano Galdino diz que desistência da candidatura ao Governo foi tranquila, responsável e preocupada com futuro da Paraíba

 Adriano Galdino anunciou a desistência de concorrer ao governo da Paraíba em 2026 no último sábado.


Adriano Galdino diz que desistência da candidatura ao Governo foi tranquila, responsável e preocupada com futuro da Paraíba. Foto: Nyll Pereira


O deputado e presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, do partido Republicanos, diz que retirada do seu nome da disputa pelo gargo máximo do Poder Executivo estadual é um movimento tranquilo e responsável, voltado à união e ao futuro da Paraíba.

“Um momento de alinhamento, de arrumação, enfim, cada um buscando seu espaço, cada um buscando o seu lado, se são tranquilos, pensados ou não. Tem quem está preocupado com o destino da Paraíba”, falou.

Galdino anunciou a desistência de concorrer ao governo da Paraíba em 2026 no último sábado. Agora, ele vai apoiar o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) na disputa.

Adriano Galdino

Filho de Antônio Galdino Filho e Elisabete Pereira de Araújo, ele é o primogênito de oito irmãos.

A atuação política de Adriano Galdino teve início em 1988, quando eleito vereador da cidade de Pocinhos pelo PMDB. Em 1992, Adriano foi eleito no cargo de prefeito da cidade, função que exerceu de 1993 a 1996.

Em 2000, Adriano se elege novamente prefeito de Pocinhos. Sendo reeleito em 2004. Em 2022 foi reeleito para mais um mandato na ALPB. Tomou posse em fevereiro de 2023, e em novembro de 2024 foi reconduzido à presidência do Legislativo paraibano para mais um biênio (2025-2026).

Por Mônica Melo

Projeto Antifacção aprovado na Câmara asfixia a PF e a Receita, diz Haddad

Texto foi aprovado na Câmara dos Deputados nesta terça (18). Ele ainda precisa passar pelo Senado e pela sanção do presidente Lula antes de virar lei.


                                                                          Foto: internet

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (19) que o chamado PL Antifacção, aprovado na Câmara dos Deputados, está na contramão do combate ao crime, e servirá para enfraquecer operações e a Polícia Federal.

O texto foi aprovado na Câmara na noite desta terça (18) e cria um novo marco legal para o enfrentamento de organizações criminosasEle foi enviado pelo governo ao Congresso, mas passou por mudanças sob relatoria do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP).

"O projeto enfraquece essas operações. Não apenas asfixia financeiramente a Polícia Federal para os próximos anos, como cria uma série de expedientes frágeis que vão ser utilizados pelos advogados do andar de cima do crime organizado para obter vantagens no Judiciário, que vai ter que respeitar a nova lei se ela for aprovada", disse.

O governo tem resistido à aprovação do texto, e criticado as mudanças feitas por Derrite. Entre os pontos sensíveis, estão mudanças nas atribuições da PF. O relator também queria promover a equiparação da atuação de facções criminosas a terrorismo, mas acabou retirando do texto após pressão do governo.

Derrite se licenciou do cargo de secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, para relatar o projeto. Tarcísio é aliado histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro e pode se tornar um dos principais adversários de Lula nas eleições de 2026.

Fernando Haddad concede entrevista coletiva nesta quinta-feira (25) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Segundo Haddad, o projeto "asfixia financeiramente" a Polícia Federal e a própria Receita.

"Então por melhor que tenha sido a intenção, ela vai na direção absolutamente contraria do que se pretende. Ela facilita a vida dos líderes do crime organizado e asfixia financeiramente a Polícia Federal e fragiliza as operações de fronteira da aduana, que é da Receita Federal. Então nós estamos realmente na contramão do que nós precisamos", disse.

"Nós fizemos vários gestos, vários apelos que não foram ouvidos", prosseguiu.

O projeto ainda vai ser analisado pelo Senado, que pode fazer alterações no texto. Para começar a valer, o texto precisa ser aprovado no Senado e sancionado pelo presidente Lula.

Tramitação na Câmara


Haddad criticou ainda a rapidez pela qual o projeto foi aprovado, sem que o texto fosse amplamente discutido, e que acredita que os parlamentares votaram no projeto sem compreender o conteúdo.

“As pessoas, eu penso que votaram de boa fé, mas sem compreender, pelo exíguo tempo em que o projeto foi discutido. [...] Não houve nenhuma audiência pública, não houve oitiva de especialistas, de criminalistas, os grandes criminalistas brasileiros não foram ouvidos, nós fizemos o que pudemos, mantivemos o canal de comunicação permanente, mas não fomos atendidos nos pleitos importantes”, disse.

Apesar do acordo parcial para o texto, líderes governistas avaliam que a versão atual ainda “descapitaliza” a União e a Polícia Federal, especialmente no trecho que define o destino dos bens confiscados de facções.

Segundo relatos feitos ao g1, integrantes da articulação afirmam que Derrite atendeu ao pedido de reforçar o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), mas o texto mantém a regra de divisão dos recursos quando houver atuação conjunta de órgãos federais e estaduais — o que, na visão do governo, reduz a disponibilidade de verbas para áreas estratégicas.

Mesmo com a migração dos valores para o FNSP, e não mais para o Funapol, líderes afirmam que outros fundos federais perderiam recursos, como o Fundo Nacional Antidrogas (Funad).

Para tentar reverter o cenário, o PT apresentou um destaque que buscava retomar a redação original do governo. Mas esse destaque foi rejeitado.

A versão enviada pelo governo previa que “o produto da alienação depositado em conta vinculada ao juízo será destinado à União, aos Estados e ao Distrito Federal, na forma prevista na legislação” atual — ou seja, com maior participação federal no rateio.

Críticas da PF e do governo


A Polícia Federal ainda não se manifestou oficialmente sobre o projeto. Mas, em nota, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) afirma que, apesar do relatório mais recente incluir avanços para aprimorar a legislação, ainda há pontos de retrocesso.

Um dos pontos de impasse é a transferência dos recursos apreendidos do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades Fim da Polícia Federal (Funapol), para o Fundo Nacional de Segurança.


No entanto, "a retirada do Funapol como destinatário dos recursos provenientes do confisco de bens constitui um grave recuo. Essa alteração descapitaliza justamente o órgão da União responsável pelo enfrentamento qualificado ao crime organizado, em vez de atingir diretamente as estruturas financeiras das organizações criminosas".

"A ADPF defende a ampliação do debate junto aos senadores e uma análise mais técnica, sem interferências políticas e ideológicas, o que ocasionou a supressão de dispositivos que, no projeto inicial, favoreciam e agilizam a descapitalização das facções", prossegue o texto.

Por Marcela CunhaAna Flávia Castro, g1 — Brasília






segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Alckmin defende triplicar energia renovável e dobrar eficiência até 2030 pelo fim da 'dependência de combustíveis fósseis'

 Para o vice, compromisso da COP30 deve ser a elaboração de mapa do caminho para a transição energética e o fim do desmatamento ilegal. Em Belém, Alckmin abriu sessão ministerial do evento climático.

                        O vice-presidente Geraldo Alckmin durante discurso na COP30 — Foto: Reprodução/Globonews


O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, defendeu nesta segunda-feira (17) triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030 para o fim do que chamou de "dependência de combustíveis fósseis".

Alckmin deu as declarações durante discurso na COP30, em Belém (PA), no dia em que a Petrobras anunciou a descoberta de petróleo de alta qualidade em uma área do pós-sal na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.

"Na aceleração da transição energética, para sair da dependência dos combustíveis fósseis, a meta é triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030", afirmou o vice-presidente ao abrir a sessão ministerial do evento climático.

"Essa data está logo ali, mas os dados mostram que a capacidade renovável hoje ainda é a metade do que seria necessário para alcançar a meta", completou.

Alckmin também disse que o "compromisso" da COP30 deve ser a elaboração de um mapa do caminho para a transição energética e o fim do desmatamento ilegal.

ENTENDA O TERMO: “Mapa do caminho” ou roadmap (em inglês) é o termo usado em negociações internacionais para designar planos de ação que estabelecem etapas, prazos e metas concretas rumo a um objetivo comum. Na prática, trata-se de um roteiro político e técnico que define “quem faz o quê, até quando e com quais recursos”.

O mapa do caminho defendido por Alckmin, além do fim da dependência de combustíveis fósseis e do desmatamento ilegal, deve prever, de forma integrada:

1. a valorização das florestas, especialmente com foco na sócio-bioeconomia, e na a recuperação de áreas degradadas;

2. a promoção da cooperação entre governos, empresas e comunidades locais. "Somente em um 'mutirão' lograremos mudar mentes e realidades", afirmou Alckmin.

Financiamento climático


No discurso, o vice-presidente do Brasil defendeu a iniciativa brasileira do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).

O TFFF aplica a lógica de mercado ao financiamento climático. O fundo pretende captar cerca de US$ 125 bilhões em investimentos privados.

Esse capital será reinvestido em projetos com maior taxa de retorno, e a diferença entre o que é pago aos investidores e o que é obtido nessas aplicações (o chamado spread) será destinada a remunerar financeiramente países que preservam suas florestas tropicais, de forma proporcional à área conservada.

Para o ministro da Indústria, o "tempo das promessas já passou" e os líderes presentes na COP30 devem ter "senso de urgência".

"Nosso dever é garantir que a ação climática global seja guiada pela ética da responsabilidade, unindo ciência, solidariedade, progresso e dignidade [...]. O tempo de agir é agora", concluiu Alckmin.

Por Gustavo Garcia, g1 — Brasília