domingo, 30 de novembro de 2025

Políticos paraibanos marcam presença na final da Copa Libertadores em Lima, no Peru, e celebram título histórico do Flamengo

 

A final da Copa Libertadores da América, disputada neste sábado (29) no Estádio Monumental de Lima, no Peru, atraiu não apenas milhares de torcedores rubro-negros, mas também um grupo de políticos paraibanos que viajaram para prestigiar a decisão. Entre eles estavam o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e seu pai, Nabor Wanderley, prefeito de Patos e pré-candidato ao Senado, além de outras lideranças do estado.

Também acompanharam a partida o deputado estadual Felipe Leitão, o deputado federal Messinho Lucena e o prefeito de Alagoinha, Alírio Filho, que registraram nas redes sociais a emoção de vivenciar o ambiente vibrante do Monumental em uma final tão aguardada.

Felipe Leitão classificou a experiência como marcante:

“Hoje tenho a alegria de acompanhar essa grande final direto do Estádio Monumental, em Lima. É especial sentir de perto a força dessa torcida, que atravessa fronteiras e transforma qualquer lugar do mundo em casa.”

Em campo, o Flamengo garantiu seu quarto título da Libertadores ao vencer o Palmeiras por 1 a 0. O gol decisivo saiu aos 21 minutos do segundo tempo: após cobrança precisa de Arrascaeta, Danilo subiu mais que a defesa e cabeceou no canto, sem chances para o goleiro Carlos Miguel. A bola ainda carimbou a trave antes de morrer nas redes, levando a torcida rubro-negra ao delírio. No fim, Cebolinha ainda acertou a trave, quase ampliando.

Com a conquista, o Flamengo se isolou como o maior campeão brasileiro da competição, superando Palmeiras, São Paulo, Santos e Grêmio, cada um com três títulos.

A presença dos políticos paraibanos reforçou o clima de festa entre os torcedores que viajaram de diversos estados — incluindo muitos da Paraíba — para celebrar mais um capítulo histórico do clube no futebol sul-americano.

Homem é morto por leoa após entrar em jaula em zoológico de João Pessoa

A Prefeitura de João Pessoa informou que o homem escalou rapidamente uma parede de mais de 6 metros, passou pelas grades de segurança, usou uma árvore como apoio e entrou no recinto da leoa


Um homem morreu neste domingo (30) depois de ser atacado por uma leoa ao entrar em uma jaula no Parque Arruda Câmara, conhecido como Bica, em João Pessoa. A informação foi confirmada pelo parque à TV Cabo Branco.
A Prefeitura de João Pessoa informou, em nota, que o homem escalou rapidamente uma parede de mais de 6 metros, passou pelas grades de segurança, usou uma árvore como apoio e entrou no recinto da leoa.
Vídeos feitos por visitantes mostram o homem subindo por uma estrutura lateral da jaula. Depois, ele usa a árvore como apoio para entrar no espaço. Logo em seguida, é atacado pela leoa.
A Polícia Militar e o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) foram acionados e estiveram no local.




O homem que entrou na jaula foi identificado como Gerson de Melo Machado, de 19 anos. De acordo com a TV Cabo Branco, ele tinha transtornos mentais.
O zoológico foi fechado após o ataque e as visitas estão suspensas. Ainda não há previsão para reabertura. No momento em que o homem entrou na jaula, o parque estava aberto e recebia visitantes.
A prefeitura disse que já começou a apurar as circunstâncias do caso, manifestou solidariedade à família da vítima e afirmou que o espaço segue normas técnicas e de segurança.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

O Preço das Emendas e o Custo da Governabilidade

Em período pré-eleitoral, a aprovação de projetos no Congresso, como a isenção do Imposto de Renda até cinco mil reais, escancara a dependência do governo da liberação de emendas parlamentares.

   Foto arquivo pessoal

No coração da política brasileira, uma equação insiste em se repetir: a aprovação de projetos de interesse do governo no Congresso Nacional quase sempre está atrelada ao pagamento de emendas parlamentares. Essa prática, embora legalizada dentro do sistema orçamentário, levanta uma discussão cada vez mais urgente sobre os limites entre a governabilidade e a dependência de favores políticos.

As emendas, em sua essência, foram criadas para permitir que deputados e senadores direcionassem recursos às suas bases eleitorais, garantindo atenção a necessidades locais. Contudo, o que deveria ser instrumento de fortalecimento da representação popular acabou se tornando moeda de troca, convertendo o voto parlamentar em mercadoria e enfraquecendo o debate democrático.

Esse cenário se agrava em períodos pré-eleitorais. Deputados e senadores, cientes da importância das emendas para demonstrar resultados concretos em suas bases, intensificam a pressão sobre o governo, condicionando a aprovação de projetos estratégicos à liberação de recursos. A lógica eleitoral transforma o orçamento público em ferramenta de sobrevivência política, fazendo com que decisões de impacto nacional fiquem subordinadas a interesses imediatos de campanha.

Um exemplo recente desse jogo político foi a aprovação da ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até cinco mil reais. Embora o benefício atenda diretamente a milhões de brasileiros e tenha forte apelo popular em ano pré-eleitoral, sua tramitação também esteve marcada pelas negociações em torno das emendas parlamentares. O mérito da medida, que deveria ser discutido à luz de sua viabilidade fiscal e impacto social, acabou se misturando à lógica da barganha, reforçando a ideia de que até pautas de grande relevância nacional não avançam sem que a conta das emendas seja paga.

Quando a pauta do Congresso passa a ser definida pelo fluxo de liberação de recursos e não pela qualidade das propostas, o país corre o risco de perder de vista o interesse coletivo. A lógica se inverte: em vez de o parlamentar votar pensando no impacto do projeto sobre a sociedade, pesa mais o tamanho da emenda que será liberada para sua legenda ou reduto eleitoral.

Esse modelo vicia o processo político, cria uma cultura de dependência e afasta a discussão programática dos partidos. Mais grave ainda, naturaliza um tipo de “orçamento paralelo” que, na prática, enfraquece o controle social e dificulta a transparência. É inegável que qualquer governo precisa de base para aprovar seus projetos e garantir estabilidade. Mas quando a sustentação se ancora quase exclusivamente em pagamentos de emendas, a governabilidade deixa de ser um pacto em torno de ideias e se torna um simples acerto contábil.

A democracia brasileira precisa avançar além dessa lógica de balcão. O país exige que projetos sejam discutidos em seu mérito, com transparência, responsabilidade fiscal e compromisso com o futuro da nação — e não como resultado da soma de cifras que irrigam legendas políticas.

Enquanto a aprovação de leis continuar a depender de quanto se paga em emendas, estaremos sempre reféns de um sistema que privilegia interesses imediatos e fragiliza a construção de um Brasil mais justo e democrático.

Por Adriano Lourenço

Cícero se filia ao MDB com forte apoio político e demonstração de força



O prefeito de João Pessoa e pré-candidato ao Governo da Paraíba, Cícero Lucena, oficializou nesta segunda-feira (17) sua filiação ao MDB, em um ato que reuniu o presidente nacional da legenda, o deputado federal Baleia Rossi; o presidente estadual, o senador Veneziano Vital do Rêgo; lideranças de todo o estado, como os deputados federais Wellington Roberto e Mersinho Lucena, além de prefeitos, deputados estaduais, vereadores e uma multidão de apoiadores de diversas regiões da Paraíba.

A filiação representa mais do que um retorno partidário: simboliza a consolidação da força política e da articulação de Cícero rumo ao Palácio da Redenção em 2026. O gestor volta ao partido onde escreveu capítulos decisivos de sua trajetória — foi ministro da Integração Nacional, governador da Paraíba, eleito e reeleito pelo PMDB na primeira passagem pela Prefeitura de João Pessoa.

Em seu discurso, Cícero agradeceu a oportunidade de retornar a legenda, fez menção a figuras históricas do partido, como o ex-senador Humberto Lucena e os ex-governadores Antônio Mariz e Ronaldo Cunha Lima. “Foram pessoas com quem aprendi a fazer política”, destacou. Na sequência, citou os avanços da gestão em João Pessoa como referência de modelo administrativo — tecnologia aplicada à educação, mobilidade urbana e saúde; melhoria da infraestrutura; enfrentamento de gargalos históricos; e o compromisso de tornar a cidade 100% pavimentada e totalmente iluminada em LED. Cícero afirmou que pretende levar esse conjunto de soluções para toda a Paraíba em um eventual mandato como governador.

“É com grande satisfação que recebo a oportunidade de retornar ao partido que me iniciou na vida política. Agradeço a presença e o apoio dos mestres que me guiaram, e que me permitiram compreender a essência da atuação pública, seus objetivos e as práticas necessárias. Retorno com alegria, motivado não apenas pela história compartilhada, mas, sobretudo, pela renovação deste compromisso. Destaco o novo momento do MDB, sob a liderança do senador Veneziano Vital do Rêgo, na Paraíba, que me ofereceu apoio e segurança, ao lado dos demais companheiros. Acredito que juntos podemos concretizar um projeto de Estado mais justo, humano, solidário e inclusivo”, afirmou Cícero Lucena.

O senador Veneziano Vital do Rêgo agradeceu ao presidente Baleia Rossi pela confiança em conduzir o retorno de Cícero ao MDB e classificou o prefeito como “um homem público honrado e vitorioso”. Para Veneziano, a chegada de Cícero será a mola propulsora para o fortalecimento permanente do partido, mirando as eleições do próximo ano.

“Um retorno aguardado por todos nós, um retorno que evoca um coração vibrante, um retorno que traz a responsabilidade de um homem público com um histórico vitorioso, seja como governador, vice-governador, senador da República ou, por quatro vezes, prefeito de nossa querida Capital. Essa trajetória é incomum, não apenas no Nordeste, mas em todo o País. Poucos cidadãos têm a oportunidade de testemunhar alguém à frente de uma capital por quatro mandatos”, celebrou o senador.

O deputado federal e presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, destacou a trajetória de Cícero Lucena, iniciada no próprio partido, e afirmou que o retorno do prefeito tem um novo significado. “Vemos aqui lideranças de peso que endossam essa filiação. João Pessoa é hoje uma das capitais mais relevantes do País, contando com importantes quadros do MDB”, afirmou, desejando boas-vindas e projetando a eleição de Cícero para governador da Paraíba em 2026.


Gestos que sinalizam força política

Durante a solenidade, Cícero recebeu saudações consideradas estratégicas. O deputado federal Romero Rodrigues enviou um vídeo destacando a “decisão acertada” do prefeito ao ingressar no MDB para disputar as eleições estaduais. Já Ronaldo Cunha Lima Filho, primogênito do ex-governador Ronaldo Cunha Lima, também esteve presente com sua mensagem de apoio no evento.

Os dois gestos sinalizam a abertura de um diálogo e a possibilidade de apoio de um dos grupos mais tradicionais e influentes da história política da Paraíba, reforçando ainda mais o peso da filiação. O prefeito Cícero Lucena, inclusive, comentou o gesto. “Estamos trabalhando para concretizar essa aliança. Convocamos cada cidadão paraibano a nos apoiar. Reconhecemos a importância de cada voto e nos dedicaremos a conquistar o apoio de todos, independentemente de sua experiência política, para que este projeto seja para a Paraíba, e não apenas para Cícero Lucena”, enfatizou.

Também se pronunciaram durante o ato: Milena Karen – prefeita de Monte Horebe; deputado estadual e vice-presidente do MDB-PB, Anderson Monteiro; deputado Hervázio Bezerra; Leo Bezerra – vice-prefeito de João Pessoa; deputado federal Mersinho Lucena; vereador Dinho Dowsley – presidente da Câmara Municipal de João Pessoa; deputado federal Wellington Roberto.

Trajetória no MDB – Vice-governador da Paraíba (1991–1994);

• Governador da Paraíba (Assumiu em 1994, após o afastamento do titular, permanecendo no cargo até o final do mandato em 1995);

• Em 1995, chefiou a Secretaria Especial de Políticas Regionais (cargo com status de ministro de Estado);

• Prefeito de João Pessoa (foi eleito para dois mandatos consecutivos: 1997–2000 e 2001-2004, porém, deixou a legenda ainda em 2001).

 

Adriano Galdino diz que desistência da candidatura ao Governo foi tranquila, responsável e preocupada com futuro da Paraíba

 Adriano Galdino anunciou a desistência de concorrer ao governo da Paraíba em 2026 no último sábado.


Adriano Galdino diz que desistência da candidatura ao Governo foi tranquila, responsável e preocupada com futuro da Paraíba. Foto: Nyll Pereira


O deputado e presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, do partido Republicanos, diz que retirada do seu nome da disputa pelo gargo máximo do Poder Executivo estadual é um movimento tranquilo e responsável, voltado à união e ao futuro da Paraíba.

“Um momento de alinhamento, de arrumação, enfim, cada um buscando seu espaço, cada um buscando o seu lado, se são tranquilos, pensados ou não. Tem quem está preocupado com o destino da Paraíba”, falou.

Galdino anunciou a desistência de concorrer ao governo da Paraíba em 2026 no último sábado. Agora, ele vai apoiar o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) na disputa.

Adriano Galdino

Filho de Antônio Galdino Filho e Elisabete Pereira de Araújo, ele é o primogênito de oito irmãos.

A atuação política de Adriano Galdino teve início em 1988, quando eleito vereador da cidade de Pocinhos pelo PMDB. Em 1992, Adriano foi eleito no cargo de prefeito da cidade, função que exerceu de 1993 a 1996.

Em 2000, Adriano se elege novamente prefeito de Pocinhos. Sendo reeleito em 2004. Em 2022 foi reeleito para mais um mandato na ALPB. Tomou posse em fevereiro de 2023, e em novembro de 2024 foi reconduzido à presidência do Legislativo paraibano para mais um biênio (2025-2026).

Por Mônica Melo

Projeto Antifacção aprovado na Câmara asfixia a PF e a Receita, diz Haddad

Texto foi aprovado na Câmara dos Deputados nesta terça (18). Ele ainda precisa passar pelo Senado e pela sanção do presidente Lula antes de virar lei.


                                                                          Foto: internet

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quarta-feira (19) que o chamado PL Antifacção, aprovado na Câmara dos Deputados, está na contramão do combate ao crime, e servirá para enfraquecer operações e a Polícia Federal.

O texto foi aprovado na Câmara na noite desta terça (18) e cria um novo marco legal para o enfrentamento de organizações criminosasEle foi enviado pelo governo ao Congresso, mas passou por mudanças sob relatoria do deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP).

"O projeto enfraquece essas operações. Não apenas asfixia financeiramente a Polícia Federal para os próximos anos, como cria uma série de expedientes frágeis que vão ser utilizados pelos advogados do andar de cima do crime organizado para obter vantagens no Judiciário, que vai ter que respeitar a nova lei se ela for aprovada", disse.

O governo tem resistido à aprovação do texto, e criticado as mudanças feitas por Derrite. Entre os pontos sensíveis, estão mudanças nas atribuições da PF. O relator também queria promover a equiparação da atuação de facções criminosas a terrorismo, mas acabou retirando do texto após pressão do governo.

Derrite se licenciou do cargo de secretário de Segurança Pública do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, para relatar o projeto. Tarcísio é aliado histórico do ex-presidente Jair Bolsonaro e pode se tornar um dos principais adversários de Lula nas eleições de 2026.

Fernando Haddad concede entrevista coletiva nesta quinta-feira (25) — Foto: Reprodução/ TV Globo

Segundo Haddad, o projeto "asfixia financeiramente" a Polícia Federal e a própria Receita.

"Então por melhor que tenha sido a intenção, ela vai na direção absolutamente contraria do que se pretende. Ela facilita a vida dos líderes do crime organizado e asfixia financeiramente a Polícia Federal e fragiliza as operações de fronteira da aduana, que é da Receita Federal. Então nós estamos realmente na contramão do que nós precisamos", disse.

"Nós fizemos vários gestos, vários apelos que não foram ouvidos", prosseguiu.

O projeto ainda vai ser analisado pelo Senado, que pode fazer alterações no texto. Para começar a valer, o texto precisa ser aprovado no Senado e sancionado pelo presidente Lula.

Tramitação na Câmara


Haddad criticou ainda a rapidez pela qual o projeto foi aprovado, sem que o texto fosse amplamente discutido, e que acredita que os parlamentares votaram no projeto sem compreender o conteúdo.

“As pessoas, eu penso que votaram de boa fé, mas sem compreender, pelo exíguo tempo em que o projeto foi discutido. [...] Não houve nenhuma audiência pública, não houve oitiva de especialistas, de criminalistas, os grandes criminalistas brasileiros não foram ouvidos, nós fizemos o que pudemos, mantivemos o canal de comunicação permanente, mas não fomos atendidos nos pleitos importantes”, disse.

Apesar do acordo parcial para o texto, líderes governistas avaliam que a versão atual ainda “descapitaliza” a União e a Polícia Federal, especialmente no trecho que define o destino dos bens confiscados de facções.

Segundo relatos feitos ao g1, integrantes da articulação afirmam que Derrite atendeu ao pedido de reforçar o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), mas o texto mantém a regra de divisão dos recursos quando houver atuação conjunta de órgãos federais e estaduais — o que, na visão do governo, reduz a disponibilidade de verbas para áreas estratégicas.

Mesmo com a migração dos valores para o FNSP, e não mais para o Funapol, líderes afirmam que outros fundos federais perderiam recursos, como o Fundo Nacional Antidrogas (Funad).

Para tentar reverter o cenário, o PT apresentou um destaque que buscava retomar a redação original do governo. Mas esse destaque foi rejeitado.

A versão enviada pelo governo previa que “o produto da alienação depositado em conta vinculada ao juízo será destinado à União, aos Estados e ao Distrito Federal, na forma prevista na legislação” atual — ou seja, com maior participação federal no rateio.

Críticas da PF e do governo


A Polícia Federal ainda não se manifestou oficialmente sobre o projeto. Mas, em nota, a Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) afirma que, apesar do relatório mais recente incluir avanços para aprimorar a legislação, ainda há pontos de retrocesso.

Um dos pontos de impasse é a transferência dos recursos apreendidos do Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades Fim da Polícia Federal (Funapol), para o Fundo Nacional de Segurança.


No entanto, "a retirada do Funapol como destinatário dos recursos provenientes do confisco de bens constitui um grave recuo. Essa alteração descapitaliza justamente o órgão da União responsável pelo enfrentamento qualificado ao crime organizado, em vez de atingir diretamente as estruturas financeiras das organizações criminosas".

"A ADPF defende a ampliação do debate junto aos senadores e uma análise mais técnica, sem interferências políticas e ideológicas, o que ocasionou a supressão de dispositivos que, no projeto inicial, favoreciam e agilizam a descapitalização das facções", prossegue o texto.

Por Marcela CunhaAna Flávia Castro, g1 — Brasília






segunda-feira, 17 de novembro de 2025

Alckmin defende triplicar energia renovável e dobrar eficiência até 2030 pelo fim da 'dependência de combustíveis fósseis'

 Para o vice, compromisso da COP30 deve ser a elaboração de mapa do caminho para a transição energética e o fim do desmatamento ilegal. Em Belém, Alckmin abriu sessão ministerial do evento climático.

                        O vice-presidente Geraldo Alckmin durante discurso na COP30 — Foto: Reprodução/Globonews


O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, defendeu nesta segunda-feira (17) triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030 para o fim do que chamou de "dependência de combustíveis fósseis".

Alckmin deu as declarações durante discurso na COP30, em Belém (PA), no dia em que a Petrobras anunciou a descoberta de petróleo de alta qualidade em uma área do pós-sal na Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro.

"Na aceleração da transição energética, para sair da dependência dos combustíveis fósseis, a meta é triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030", afirmou o vice-presidente ao abrir a sessão ministerial do evento climático.

"Essa data está logo ali, mas os dados mostram que a capacidade renovável hoje ainda é a metade do que seria necessário para alcançar a meta", completou.

Alckmin também disse que o "compromisso" da COP30 deve ser a elaboração de um mapa do caminho para a transição energética e o fim do desmatamento ilegal.

ENTENDA O TERMO: “Mapa do caminho” ou roadmap (em inglês) é o termo usado em negociações internacionais para designar planos de ação que estabelecem etapas, prazos e metas concretas rumo a um objetivo comum. Na prática, trata-se de um roteiro político e técnico que define “quem faz o quê, até quando e com quais recursos”.

O mapa do caminho defendido por Alckmin, além do fim da dependência de combustíveis fósseis e do desmatamento ilegal, deve prever, de forma integrada:

1. a valorização das florestas, especialmente com foco na sócio-bioeconomia, e na a recuperação de áreas degradadas;

2. a promoção da cooperação entre governos, empresas e comunidades locais. "Somente em um 'mutirão' lograremos mudar mentes e realidades", afirmou Alckmin.

Financiamento climático


No discurso, o vice-presidente do Brasil defendeu a iniciativa brasileira do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês).

O TFFF aplica a lógica de mercado ao financiamento climático. O fundo pretende captar cerca de US$ 125 bilhões em investimentos privados.

Esse capital será reinvestido em projetos com maior taxa de retorno, e a diferença entre o que é pago aos investidores e o que é obtido nessas aplicações (o chamado spread) será destinada a remunerar financeiramente países que preservam suas florestas tropicais, de forma proporcional à área conservada.

Para o ministro da Indústria, o "tempo das promessas já passou" e os líderes presentes na COP30 devem ter "senso de urgência".

"Nosso dever é garantir que a ação climática global seja guiada pela ética da responsabilidade, unindo ciência, solidariedade, progresso e dignidade [...]. O tempo de agir é agora", concluiu Alckmin.

Por Gustavo Garcia, g1 — Brasília