segunda-feira, 3 de agosto de 2026

EDITORIAL - TABULEIRO ESTÁ MONTADO. AGORA A PALAVRA É DO ELEITOR

    Por Adriano Lourenço

As convenções partidárias deste fim de semana encerraram um ciclo de articulações e deram início a uma nova fase da política paraibana. As alianças foram oficializadas, candidaturas homologadas e chapas formadas. A partir de agora, os bastidores cedem espaço ao debate público.

A oposição apresentou sua composição, com o senador Efraim Filho tendo como candidata a vice Nayana Pontes, em um evento prestigiado pelo senador Flávio Bolsonaro, evidenciando o interesse da direção nacional do PL na disputa paraibana. Do outro lado, o governador Lucas Ribeiro mantém a expectativa sobre o nome que ocupará a vaga de vice, numa estratégia que demonstra que, até o último momento, a política continua sendo construída pelo diálogo e pela negociação.

Enquanto isso, outras candidaturas também entram oficialmente na disputa, ampliando as opções para o eleitor. Mais do que nomes, o que a sociedade espera são propostas viáveis para enfrentar problemas que persistem há décadas: saúde, segurança pública, educação, infraestrutura, geração de empregos e desenvolvimento regional.

No cenário nacional, o ambiente também começa a ganhar contornos mais definidos. O presidente Lula se prepara para buscar a reeleição, enquanto a oposição organiza seu projeto para disputar o Palácio do Planalto. Novos nomes surgem, alianças são redesenhadas e a polarização continua sendo um dos principais elementos da corrida presidencial.

Mas, em meio às estratégias partidárias, existe um personagem que não pode ser esquecido: o eleitor. É ele quem decidirá o futuro da Paraíba e do Brasil. Mais do que discursos emocionados, jingles de campanha ou promessas repetidas, será preciso apresentar compromisso, coerência e capacidade de transformar palavras em ações.

A campanha começa agora. Os palanques estão prontos, os candidatos definidos e os discursos serão colocados à prova. Resta saber quem conseguirá convencer uma população que, eleição após eleição, demonstra estar cada vez mais exigente e menos disposta a acreditar apenas em promessas.

Porque, ao final de toda campanha, o voto é individual, mas as consequências da escolha pertencem a toda a sociedade. E é justamente por isso que o eleitor precisa ouvir mais, observar melhor e decidir com responsabilidade. Afinal, governos passam, mandatos terminam, mas os efeitos das escolhas permanecem por muitos anos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário