segunda-feira, 10 de novembro de 2025

A insegurança que a cada dia deixa perplexo o cidadão. Quem pode com o crime organizado?

Foto Internet
Por Adriano Lourenço - 10/11/25

Os problemas sociais do Brasil ultrapassam limites, fazendo com que sociedade a cada dia, não acredite mais em discursos que não passam de falas demagógicas. Além disso, serviços que são essenciais para a vida como saúde, educação, segurança, emprego, renda e outros, fiquem a desejar, ou seja, são problemas que ao longo dos tempos, em vez de melhorar, fica piora.

Dentre estes serviços citados acima trago um destaque. A segurança pública que não consegue avançar contra o crime organizado que cotidianamente, surpreende a todos com suas ousadias e avanços pelo país afora. Neste quesito, a segurança pública não consegue acabar com o crime por uma série de razões complexas que envolvem questões sociais, econômicas, políticas e estruturais, diante disto observa-se que a desigualdade social e pobreza impede a falta de oportunidades, a falta de educação e emprego gera um ambiente propício ao crescimento do crime principalmente, em comunidades vulneráveis. O crime muitas vezes se torna uma alternativa de sobrevivência ou ascensão social.

Outros problemas são os sistemas penitenciários falidos. Presídios superlotados, violentos e mal geridos não ressocializam ninguém, pelo contrário, funcionam como “escolas do crime”, pois as facções criminosas se organizam dentro das cadeias e comandam crimes do lado de fora. Policiamento insuficiente, policiais mal equipados ou mal treinados compromete também o combate ao crime, junto com uma ausência de tecnologia, inteligência policial e investigação eficiente, somando tudo isso, temos mais favorecimento e mais impunidade com os criminosos. Outro ponto que favorece a criminalidade é a corrupção, muitos casos de corrupção dentro do próprio sistema de segurança ou da política, mascara a realidade que vivemos, sem falar que criminosos de alto escalão raramente são punidos de forma exemplar e isso enfraquece a confiança da população na justiça.

Bom são tantos problemas que interferem para uma segurança eficaz que até nos perguntamos, e se fizéssemos justiça com as próprias mãos. A maior parte das ações do Estado ainda foca em reprimir o crime depois que ele acontece em vez de investir na prevenção, como resultado, o ciclo da violência se repete e não é interrompido. Digo isso devido o ocorrido que aconteceu em nossa capital, fatos constantes de assassinatos, porém, desta vez a ousadia dos “assassinos, bandidos, justiceiros ou rivais”, passou dos limites, assassinaram dentro do Complexo Hospitalar Tarcísio de Miranda Burity, conhecido como Trauminha de Mangabeira, em João Pessoa, Rodrigo Gomes Ferreira da Silva, de 30 anos. Ele havia ido ao hospital com um ferimento no pé, acompanhado da mãe. Segundo o diretor-geral do Trauminha, Felipe Medeiros, o crime ocorreu por volta das 2h da manhã. O atendimento chegou a ser suspenso temporariamente para a realização da perícia, que posteriormente foi normalizado.

Fatos desta natureza víamos apenas em grandes Metrópoles, João Pessoa está sendo um celeiro de bandidos com endereço fixo. Chefes de Facções, Comando Vermelho, PCC e outros, enxergaram na cidade onde o sol nasce primeiro, oportunidades que em outras capitais, já não conseguem mais avançar. A disputa por metro quadrado é conquistada na base da bala e mortes, e neste meio estão os inocentes, trabalhadores que saem de suas casas sem saber se serão roubados ou coisa pior, bairros que logo cedo ficam esquisitos devido ao medo de sentar nas calçadas, portas e janelas que mesmo fechadas são alvejadas com rajadas e olhe que até bala perdida, encontra endereço certo, vitimando idoso e criança como já aconteceu. O ciclo da violência se repete e não é interrompido ao contrário, ele se renova constantemente e como sempre não tem dia nem hora para acabar.

É preciso continuidade nas governanças, a cada novo governo programas são desfeitos, substituídos ou ignorados mesmo que estejam funcionando, o Brasil sofre com a falta de planejamento de longo prazo, muitos projetos são criados com fins eleitoreiros e não estruturais, recursos existem, mas muitas vezes são mal aplicados, desviados por corrupção ou mal planejados. Há também desigualdade na distribuição dos investimentos, privilegiando regiões mais ricas e deixando as áreas mais vulneráveis desassistidas.

Muitas políticas são criadas sem base em dados concretos ou sem metas claras de impacto social e quando existem, raramente são avaliadas e ajustadas com base em resultados reais. A ineficiência das políticas públicas no Brasil está fortemente ligada à vontade política ou, na falta dela. A “vontade política” significa mais do que apenas intenção. Envolve priorizar, agir, sustentar e resistir às pressões contrárias as mudanças estruturais. A ineficiência não é apenas um erro técnico ou uma limitação financeira, ela é em grande parte, resultado direto da ausência de vontade política genuína para transformar o Brasil. Enquanto governantes colocarem seus interesses pessoais e eleitorais acima do interesse coletivo, o país continuará preso em soluções paliativas, promessas não cumpridas e retrocessos sociais gerando ainda mais violência, deixando o crime organizado com mais fôlego, conquistando espaços como nunca antes conquistado e quem perde com isso é a sociedade, que mesmo dentro de suas casas correm risco de morte, porque nem todo crime tem o mesmo peso na vida das pessoas. Alguns crimes têm maior impacto direto na sociedade, tanto por sua frequência quanto pelas consequências profundas que causam no cotidiano, na economia e no sentimento de segurança.


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