Dentre estes serviços citados acima
trago um destaque. A segurança pública que não consegue avançar contra o crime
organizado que cotidianamente, surpreende a todos com suas ousadias e avanços
pelo país afora. Neste quesito, a segurança pública não consegue acabar com o
crime por uma série de razões complexas que envolvem questões sociais,
econômicas, políticas e estruturais, diante disto observa-se que a desigualdade
social e pobreza impede a falta
de oportunidades, a falta de educação e emprego gera um ambiente
propício ao crescimento do crime principalmente, em comunidades vulneráveis. O
crime muitas vezes se torna uma alternativa de sobrevivência ou ascensão social.
Outros
problemas são os sistemas
penitenciários falidos. Presídios superlotados, violentos e mal
geridos não
ressocializam ninguém, pelo contrário, funcionam como “escolas do
crime”, pois as facções criminosas se organizam dentro das cadeias e comandam crimes
do lado de fora. Policiamento
insuficiente, policiais mal equipados ou mal treinados compromete
também o combate ao crime, junto com uma ausência de tecnologia, inteligência
policial e investigação eficiente, somando tudo isso, temos mais favorecimento
e mais impunidade com os criminosos. Outro ponto que favorece a criminalidade é
a corrupção, muitos
casos de corrupção dentro do próprio sistema de segurança ou da política,
mascara a realidade que vivemos, sem falar que criminosos de alto escalão
raramente são punidos de forma exemplar e isso enfraquece a confiança da população na justiça.
Bom
são tantos problemas que interferem para uma segurança eficaz que até nos
perguntamos, e se fizéssemos justiça com as próprias mãos. A maior parte das
ações do Estado ainda foca em reprimir o crime depois que ele acontece
em vez de investir
na prevenção, como resultado, o ciclo da violência se repete e não é
interrompido. Digo isso devido o ocorrido que aconteceu em nossa capital, fatos
constantes de assassinatos, porém, desta vez a ousadia dos “assassinos,
bandidos, justiceiros ou rivais”, passou dos limites, assassinaram dentro do Complexo Hospitalar Tarcísio de Miranda Burity,
conhecido como Trauminha de Mangabeira, em João Pessoa, Rodrigo Gomes Ferreira da Silva, de 30 anos. Ele havia ido ao
hospital com um ferimento no pé, acompanhado da mãe. Segundo o diretor-geral do
Trauminha, Felipe Medeiros, o crime ocorreu por volta das 2h da manhã. O
atendimento chegou a ser suspenso temporariamente para a realização da perícia,
que posteriormente foi normalizado.
Fatos desta natureza víamos apenas em grandes Metrópoles, João Pessoa está sendo um celeiro de bandidos com endereço fixo. Chefes de Facções, Comando Vermelho, PCC e outros, enxergaram na cidade onde o sol nasce primeiro, oportunidades que em outras capitais, já não conseguem mais avançar. A disputa por metro quadrado é conquistada na base da bala e mortes, e neste meio estão os inocentes, trabalhadores que saem de suas casas sem saber se serão roubados ou coisa pior, bairros que logo cedo ficam esquisitos devido ao medo de sentar nas calçadas, portas e janelas que mesmo fechadas são alvejadas com rajadas e olhe que até bala perdida, encontra endereço certo, vitimando idoso e criança como já aconteceu. O ciclo da violência se repete e não é interrompido ao contrário, ele se renova constantemente e como sempre não tem dia nem hora para acabar.
É preciso continuidade nas governanças, a cada novo governo programas são desfeitos, substituídos ou ignorados mesmo que estejam funcionando, o Brasil sofre com a falta de planejamento de longo prazo, muitos projetos são criados com fins eleitoreiros e não estruturais, recursos existem, mas muitas vezes são mal aplicados, desviados por corrupção ou mal planejados. Há também desigualdade na distribuição dos investimentos, privilegiando regiões mais ricas e deixando as áreas mais vulneráveis desassistidas.Muitas
políticas são criadas sem
base em dados concretos ou sem metas claras de impacto social e quando
existem, raramente são avaliadas e ajustadas com base em resultados reais. A ineficiência das
políticas públicas no Brasil está fortemente ligada à vontade política ou, na
falta dela. A “vontade política” significa mais do que apenas
intenção. Envolve priorizar,
agir, sustentar e resistir às pressões contrárias as mudanças
estruturais. A ineficiência não é apenas um erro técnico ou uma limitação
financeira, ela é em grande parte, resultado direto da ausência de vontade política
genuína para transformar o Brasil. Enquanto governantes colocarem
seus interesses
pessoais e eleitorais acima do interesse coletivo, o país
continuará preso em soluções paliativas, promessas não cumpridas e retrocessos
sociais gerando ainda mais violência, deixando o crime organizado com mais
fôlego, conquistando espaços como nunca antes conquistado e quem perde com isso
é a sociedade, que mesmo dentro de suas casas correm risco de morte, porque nem
todo crime tem o mesmo peso na vida das pessoas. Alguns crimes têm maior impacto direto na
sociedade, tanto por sua frequência quanto pelas consequências
profundas que causam no cotidiano, na economia e no sentimento de segurança.

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