segunda-feira, 17 de novembro de 2025

E se João Azevedo der uma nova destinação à Granja Santana?

O governador João Azevedo deixará um legado importante em João Pessoa, especialmente na área da mobilidade urbana, com obras de grande impacto como o Arco Metropolitano, a Ponte do Futuro e outras intervenções estruturantes. Mas há um gesto simbólico — e igualmente relevante — que João pode fazer antes de concluir seu mandato: pôr fim a uma mordomia que já não se justifica nos tempos atuais, a Granja Santana.

A residência oficial do governador foi palco de escândalos durante gestões passadas, como o episódio das compras milionárias de vinhos e frutos do mar no governo Ricardo Coutinho. A Granja se tornou, ao longo dos anos, um símbolo de privilégios políticos que a sociedade não tolera mais.

Em vários estados brasileiros, as residências oficiais — resquícios do período imperial — foram extintas ou transformadas em equipamentos públicos. Aqui mesmo, o Palácio da Redenção deixou de ser moradia de governadores e se tornou um museu aberto à população.


Na prática, a Granja Santana virou um palácio caro, inútil e incompatível com o espírito de uma República, onde o único soberano é o povo. Mantê-la como residência exclusiva de governantes é insistir em um modelo ultrapassado, que não dialoga com os princípios de transparência, modernidade e eficiência pública defendidos atualmente.

João Azevedo tem a oportunidade de fazer história mais uma vez: destinar a Granja Santana para uso público. O espaço é amplo, bem localizado e poderia ser transformado em um equipamento voltado para saúde, educação, segurança, cultura ou até lazer — ou, quem sabe, um grande complexo que reúna várias dessas funções.

Abrir a Granja para a população seria um golaço político, administrativo e simbólico. E ainda neutralizaria boa parte dos discursos da oposição, acostumada a explorar o tema dos privilégios e do uso do dinheiro público.

Na prática, a Granja Santana virou um palácio caro, inútil e incompatível com o espírito de uma República, onde o único soberano é o povo. Mantê-la como residência exclusiva de governantes é insistir em um modelo ultrapassado, que não dialoga com os princípios de transparência, modernidade e eficiência pública defendidos atualmente.

João Azevedo tem a oportunidade de fazer história mais uma vez: destinar a Granja Santana para uso público. O espaço é amplo, bem localizado e poderia ser transformado em um equipamento voltado para saúde, educação, segurança, cultura ou até lazer — ou, quem sabe, um grande complexo que reúna várias dessas funções.

Abrir a Granja para a população seria um golaço político, administrativo e simbólico. E ainda neutralizaria boa parte dos discursos da oposição, acostumada a explorar o tema dos privilégios e do uso do dinheiro público.

Se quiser encerrar seu governo com uma marca duradoura — talvez até maior que muitas obras de concreto — João Azevedo tem na Granja Santana a chance de mostrar que governar é, acima de tudo, servir.

POLÍTKA - Alan Kardec

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